Entrevistas
Trechos de entrevistas aos sites: Leitura & Cia, Livro Nacional, Gio Books, Dabeme e Lisossomos.
Qual o seu maior objetivo com suas histórias?
Eu gosto de escrever tudo de uma forma bem simples e
envolvente, para que qualquer leitor possa viajar facilmente na leitura. Desejo
entreter as pessoas, porém escrevo sobre coisas bem reais, para que as pessoas
possam se identificar com algum dos personagens e quem sabe aprender algo com
eles. Quando escrevo não penso apenas em fazer mais uma história, mas que seja
algo mágico, que as pessoas possam se lembrar dela após anos, que possam se
envolver e se divertir com os personagens.
Como é o seu processo de escrita? Lento ou Rápido? Por quê?
Lento. Tenho um compromisso com uma boa narrativa. Não
escrevo só para apresentar algo, prefiro não fazer assim. Já deixei de
participar de alguns concursos, devido o pouco tempo para a produção. Porém o
segundo livro eu escrevi em duas semanas, porém ele já estava todo pronto em
minha mente, não precisei criar muitas outras coisas.
O mais difícil: a primeira ou a última frase?
A primeira, pois depois começa uma avalanche de ideias, que
acabo até me perdendo. O livro “E o céu de Miramar?”, foi mais ou menos assim,
tive que sair cortando várias partes e o livro ainda ficou com 420 páginas. Mas
ficou o importante para manter uma narrativa envolvente e atrativa. Na segunda
edição eu cortei alguns trechos e retirei 20 páginas.
Esse livro é bem intenso e levou cerca de 4 anos para ficar
pronto. É um drama com suspense, romance e uma pitada de fábula. Os personagens
são de fácil identificação e o leitor vai se envolver rapidamente.
Qual de suas
obras/personagens é seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?
Por quatro anos vivi o universo dos personagens, então tenho um pouquinho de cada um deles. Porém os que mais me identifico
são: Amaya e Clara, devido elas terem uma vontade imensa de
conquistar algo. Como disse Adriana Calconhotto: “Eu gosto dos que têm fome,
dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo”, geralmente estes vão à
luta e conseguem o que desejam e merecem palmas.
Qual sua sensação no lançamento do seu primeiro livro?
O que te fascina tanto na Argentina? E porque a escolha da
cidade de Miramar para seu primeiro livro?
O livro surgiu após a minha primeira viagem para a Argentina
em 2008, para Mar del Plata. Na verdade comecei a escrever após ter lido algo
com zumbis e pensei em trabalhar esse tema, porém essa ideia se dissolveu no
livro e a história ganhou outro viés. Quando comecei a escrever eu não sabia
onde seria ambientado, só decidi isso na minha segunda viagem em 2011, para
Buenos Aires, onde minha paixão aumentou avassaladoramente por aquele país. Em
2008, um casal de amigos ia me levar para Miramar e acabou que não deu e acho
que isso ficou gravado na minha mente. Eu desejava saber como era a cidade,
acabei pesquisando e ela se tornou o local para a intrigante família García
ganhar vida. O primeiro título era: “No dia em que não olhei para trás”, porém
achei muito grande e pensei em “A travessia”, mas era bem vago e após 2 anos,
do início, resolvi mudar para “E o céu de Miramar?”, que depois de publicado
acabou surgindo uma piada com a novela Marimar, que tinha a Thalia a frente,
mas ao ler sinopse o efeito novela mexicana é quebrando.
Sobre 7mbro Eterno
Era para ser um romance-drama-suspense, mas tirei o romance.
A história se passa em Brasília, porém não tem nada ligado a políticos ou
corrupção, no entanto trata das nossas políticas pessoais e da nossa
corrupção diária (não somos perfeitos e sempre queremos burlar algo ou nos
darmos bem e pretendo abordar esse nosso lado negro).
Citando Calcanhotto: “Confessando bem, todo mundo faz pecado
logo assim que a missa termina”, essa é a premissa.
Quais são os maiores desafios de um autor?
Muitas pessoas pensam que é publicar, porém não é! Se você
tiver dinheiro você publica até seu diário do tempo da adolescência. O maior
desafio é chegar ao grande público, quebrar o preconceito de que livros
nacionais não são bons e o maior de todos é dar status ao seu livro. Isso é
fundamental para que as pessoas comprem, porém é algo extremamente difícil
quando não se tem uma grande editora, apoio e dinheiro para investir.
Ninguém compra um óculos de sol, só porque ele tem proteção UVA, compram porque
tem um símbolo que é famoso e lhe confere um pouco de glamour e alguns queixos
caídos, e isso é muito intenso na cultura mundial, se não fosse não haveria
tanta pirataria.
Quando começou seu sonho de se tornar escritor?
Comecei a escrever aos meus treze anos, eu não lia muito e
nem sei bem de onde surgiu esse gosto. Antes de completar dezoito anos já tinha
escrito quatro livros. São bem fraquinhos, mas me serviram de laboratório.
Porém ainda penso em pegar alguns elementos deles e criar um livro mais maduro.
Aos 18 anos deixei de escrever e só retornei 10 anos depois, após ler muitos
livros entediantes, chatos e cheios de encheção de linguiça (livros nacionais e
internacionais) e me propus a escrever algo fluido e que prendesse o leitor e
através dos feedbacks que tenho recebido, seja através de resenhas ou opiniões
de leitores acho que consegui. Estou bastante feliz com isso, uma leitora
chegou a ler o livro em 24 horas (420 páginas), se fosse chato acredito que ela
não teria lido assim tão rapidamente. E pretendo realmente seguir esta carreira
e escrever vários livros.
Tem algum livro que você indicaria para as pessoas que estão
entrando agora no universo dos livros?
Não. Apenas leiam o que tiver pela frente. Leia o que chama
a sua atenção. Temos gostos diferentes e por esse motivo prefiro não indicar um
livro específico. Mas por Deus, se libertem dessas modinhas, alguns desses
livros só servem para perdermos tempo e não nos agrega nada de conhecimento.
Gente que começa a escrever por ter fama em outra areá estão fora da minha
lista. Infelizmente as editoras estão se rendendo aos ‘likes’ dos outros.
Alguma dica para quem quer começar a escrever uma própria
história?
Ler bastante, perceber os nós das narrativas, o porquê do
livro existir e no que sua história vai agregar à vida do leitor. É muito
importante: passar uma mensagem, de preferência que seja algo positivo. Um
escritor deve ter consciência do que está escrevendo e quais os objetivos com
aquele livro. Deve conhecer bem os fatos históricos, não para escrever um livro
didático, mas para que possa dominar o assunto e ilustrar de uma forma leve e
verdadeira. Também deve ser um confeiteiro (isso é muito importante!), para
colocar um pouco de magia e doçura em nossas vidas.
Em que pessoas você se inspira para alcançar seus sonhos?
Em qualquer história de
superação. Eu bato palmas para quem vai à luta e vence. E isso me motiva a
seguir e ter fé é imprescindível na busca pelos nossos sonhos. Sem ela vamos
desmotivar no primeiro obstáculo, mas com ela teremos a certeza que a dificuldade
vai passar e vamos cruzar a linha de chegada e receber o nosso prêmio, mas para
isso precisamos correr, suar a camisa para chegar ao pódio da vida.






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